quarta-feira, 16 de junho de 2010

Liberdade!

Liberdade! Cantavam os negros sulistas em Mississipe. Liberdade! Sonhavam os escravos nos fundos fétidos e insalubres dos navios negreiros que vinham da áfrica. Liberdade! Protestaram, lutaram, morreram e alcançaram as províncias da antiga União Soviética. Liberdade! Desejam os cubanos, para ir e vir, para comprar e vender, para ter o que é propriamente seu (a redundância de termos é proposital). Por liberdade de expressão, durante os regimes militares, lutaram jornalistas, estudantes, livre-pensadores, ativistas sociais.
Mas, os tempos mudaram. Também as motivações.

Temos agora uma juventude que deseja liberdade para ir ao baile funk: as meninas sem calcinha e os meninos sem respeito. Para ter relações sem qualquer laço sentimental, gerar filhos indesejados e matá-los sem culpa, seguindo em busca de novas emoções.

Querem liberdade para fumar maconha na praça, beber até cair em coma alcoólico, se tornar famoso no Youtube fazendo todo tipo de bizarrice. Seja gravando clips enquanto dirigem há duzentos quilômetros por hora em via pública , seja ensinando a invadir sistemas de entidades privadas.

Mas, o que se pode esperar de uma geração que tem como heróis, viciados que morreram de overdose, depravados que não demonstraram nenhum respeito pelos próprios pais que dirá por outros?
 
O que se pode esperar de adolescentes que crescem se inspirando em traficantes portando AK’s e submetralhadoras e desperdiçam dinheiro exibindo seus carrões e suas mansões hollywoodianas. Tudo isso enquanto exploram a miséria de crianças e adolescentes sem perspectiva, os arregimentando para seus grupos criminosos, contando ainda com a complacência de um estado que confunde os tempos, atribuindo a bandidos direitos conquistados para proteger humanos honestos que usaram a caneta e a coragem para enfrentar os desmandos de tempos passados.

Mas isso não é regra. Há um movimento que há séculos traz crianças, jovens e adolescente a uma outra dimensão de vida. Que há muito ensina que virgindade, família com um pai (homem) e uma mãe (mulher), trabalho honesto, sinceridade, pureza e amor, não são artigos envelhecidos e fora de moda, antes, são padrões que devem ser perseguidos e defendidos.

Este movimento é a igreja.

Digam o que quiserem. Que a igreja fechou os olhos ante a violência da ditadura, que apoiou as idéias de Hitler, que promoveu o extermínio dos índios e ordenou massacres aos hereges. Não é de todo mentira. Há um passado negro na história desta instituição. Mas, de que igreja estou falando?

Eu me refiro a uma igreja que já estava na favela quando o governo, pressionado pela possibilidade de sediar uma copa do mundo e olimpíada, enfiou a polícia no morro para expulsar o tráfico e limpar a imagem no exterior. A diferença é que a igreja desde seu início se preocupa com as pessoas que estão lá dentro, e não em maquiar o morro para que ele pareça mais bonitinho para os observadores nos países de primeiro mundo.
Eu me refiro a uma igreja que não está nos telejornais, não é inspiração para novelas, não é convidada para opinar em assuntos importantes de relevância nacional, mas, que, sem alardes marquetistas, ajuda a transformar essa nação (e todas as outras em que está presente) em um lugar menos violento e desigual. Não acredita? Discorda? Vá às ruas onde ninguém quer morar, nos guetos de violência, nos prostíbulos e esquinas onde se pode comprar de DVD’s piratas a sexo. Passe nestes lugares em horários que, normalmente, ninguém mais passa. Sabe quem você encontra? Grupos de irmãos cantando, pregando, distribuindo literatura, pão, um cafezinho, uma palavra.

Aqueles que criticam nossa fé e acusam a igreja de idiotização dos homens, deveriam observar a história de homens como John Wesley, Guilherme Carey, D. L. Moody, Geroge Muller, entre tantos outros, que iniciaram grandes trabalhos de educação de pessoas totalmente excluídas em seu tempo, que tiraram crianças das ruas em um tempo em que elas eram lançadas à própria sorte assim que ficavam órfãs, que fundaram instituições de educação em um país altamente subdesenvolvido como a Índia, mesmo tendo que lutar contra disposições da Inglaterra.

Quando a igreja defende um padrão moral, o faz por saber até que ponto o homem é capaz de se depravar, e abraçar as mais infames práticas.

Ensinar um padrão de vida com moralidade, respeito, temor ao Senhor em santidade, decência e amor sincero, não é retrógrado. Em um tempo de pessoas sem perspectiva, de crianças, jovens e adolescentes improdutivos e explorados em suas necessidades e fraquezas, de perda total de referências, a igreja tem o dever de não se enclausurar. Não é tempo de estarmos nos monastérios. Precisamos subir aos telhados e anunciar a verdade.

Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.

terça-feira, 1 de junho de 2010

 

De onde eu vim? Por que estou aqui? Para onde vou? Estas perguntas têm incomodado as pessoas há séculos. São as chamadas questões existenciais. Existem duas peculiaridades nestas questões. Primeiro, trata-se dos anseios mais profundos da alma e não há sequer a possibilidade de deixá-las de lado. Simplesmente, todo homem e mulher quer e busca respondê-las. E aí está a segunda característica, a universalidade. Independentemente de cultura, história de vida, classe social, nível intelectual e formação profissional, qualquer ser humano, em um momento ou em outro, se vê às voltas com tais questionamentos.

Acontece que nem sempre as questões existenciais são respondidas satisfatoriamente. Nestes casos, é comum o uso de uma expressão parecida: vazio existencial. É como estar com fome ou sede. Só há duas opções: ou sacia-se a necessidade do corpo, ou se esmorece e morre. Os problemas existenciais, de igual modo, têm de ser resolvidos para que o vazio interior seja preenchido. Davi se expressou desta maneira: “assim como a corça anseia pelas águas, a minha alma tem sede de ti, ó Deus” (Salmo 51.)

Historicamente, Deus vem sendo entendido como o fundamento primeiro e último da existência e, portanto, o único que pode dar sentido à vida. Num passado não muito distante, aqueles que ousassem declarar que Deus não existe, de pronto recebiam a alcunha de ímpios, néscios e insensatos, em alusão à Bíblia (Salmo ). Porém uma nova geração de ateus quer acabar com este estigma. E vai mais longe: quer virar a arma outrora apontada para si contra seus acusadores, os cristãos. O neo-ateísmo propõe resolver os problemas da humanidade extinguindo as religiões, a começar pelo cristianismo. Mas será que ele consegue dar sentido à vida? Será que é capaz de tranqüilizar a alma de seus adeptos? E quanto ao velho cristianismo, ele perdeu, de fato, seu valor? Deus é mesmo um delírio?

A paralisia do ateísmo

Albert Einstein dizia que a ciência sem a religião é coxa, aleijada ou, conforme outra tradução, paralítica. O que Einstein queria dizer é que a ciência é limitada, e não pode saber o que está por trás do mundo observável. A ciência é como a primeira instância de uma importante investigação policial: ela vai até certo ponto e a partir dali deve dar lugar a uma equipe mais especializada. Se as grandes questões que afligem os homens ficarem somente a cargo da ciência, mesmo que ela descubra toda a engrenagem do Universo, a vida continuará sem sentido e a humanidade, angustiada.

É muito custoso aos novos ateus admitirem isto. Em geral, eles preferem insistir que a natureza por si só pode resolver todos os problemas humanos e, quanto às questões em aberto, esperam que com o tempo as descobertas científicas as respondam. O que há de errado com estes ateus? Nas palavras de Einstein, eles são paralíticos. Contudo, embora se locomovam em cadeiras de roda, querem ajudar os transeuntes comuns a andar!

O retrato dos países ateístas acentua ainda mais esta ironia. Na Suécia, por exemplo, que tem índices altíssimos de ateísmo, o suicídio chega aos 25 por cento na faixa etária dos 15 aos 44 anos. O curioso é que os suecos estão no topo dos povos com melhores índices de desenvolvimento humano do planeta. Lá, educação não é problema, saúde pública não é problema, fome não é problema. Eles têm tudo, mas lhes faltam motivos para viver. No fim das contas, não têm o mais importante.

A abrangência do cristianismo

“...a religião sem a ciência é cega”. Este é o complemento da máxima de Einstein citada anteriormente. Então, é oportuno perguntar: o cristianismo sofre desta cegueira? O livro Verdade Absoluta (CPAD, 2006), de Nancy Pearcey, responde com um sonoro “não!”. Seguindo a trilha de Francis Schaeffer, um dos mais respeitados apologistas do século passado, a autora trata da relação entre o cristianismo e os saberes seculares. Ela afirma que a fé cristã é verdadeira não apenas no âmbito religioso, como também em referência a toda e qualquer realidade. “Em qualquer área de estudo, estamos descobrindo leis ou ordenações da criação pelas quais o Criador estruturou o mundo”, garante.
Com efeito, Nancy não postula uma verdade até então escondida, mas se une à história inteira do cristianismo. Desde os apóstolos, os cristãos lidam tranqüilamente com idéias e linguagens de outras culturas, como João, ao referir-se a Jesus como o verbo (logos) de Deus (João 1.3), termo que no pensamento grego designava o princípio responsável pela criação e sustentação do Universo; e Paulo, no discurso para os filósofos atenienses no Areópago, persuadindo-os de que Deus era o doador e mantenedor da vida: “Porque nele [em Deus] vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17.28).
Nos séculos seguintes, pensadores como Agostinho de Hipona, Anselmo de Cantuária e Tomás de Aquino deram continuidade à tradição apostólica e entraram para a história tanto da teologia quanto da filosofia. Foi durante o período que eles viveram, a chamada Idade Média, que surgiram na Europa as primeiras escolas e universidades.

Com o advento da ciência moderna, os cristãos não saíram de cena. Antes, lançaram os fundamentos do novo método científico. Alguns deles revolucionaram suas áreas de estudo: Galileu Galilei, na astronomia, Isaac Newton, na física e na matemática, e Gregor Mendel, na genética. Em comum, tinham por hábito considerarem que apenas um ser sobrenatural podia dar a explicação última às suas descobertas. Portanto, o cristianismo, além de não sofrer de deficiência visual, iluminou o caminho da humanidade rumo à descoberta da verdade total, na confiança de que toda verdade (com V maiúsculo) provém de Deus.

As respostas propriamente ditas

O fato de o cristianismo dialogar com conhecimentos extra-religiosos, contudo, não valida sua premissa básica, isto é, a existência de Deus. A própria Bíblia diz que “ninguém jamais viu a Deus” (1 João 1.18). Sendo assim, os ateus, ainda que aleijados, podem estar com a razão. Mas não estão. Aliás, um dos pontos em que a razão mais favorece a fé cristã é o conjunto de argumentos a favor da existência de Deus. Norman Geisler e Frank Tureck compilaram estes argumentos no livro Não Tenho Fé Suficiente para Ser Ateu (Vida, 2006).

Argumento Cosmológico: o nome é estranho, mas refere-se ao estudo da origem do Universo. Procura responder à pergunta “de onde eu vim?”. Durante muito tempo, os ateus acreditaram que o Universo era eterno, mesmo contrariando o princípio da causalidade, tão bem exposto por Tomás de Aquino há mais de 700 anos. Segundo este princípio, todo efeito tem uma causa, que tem outra causa, e outra, e outra... Como uma regressão infinita é racionalmente inconcebível, deve ter havido uma causa primeira que não foi causada, ou seja, Deus. Uma analogia válida, ainda que imperfeita, é a de um jogo de dominó com as 28 peças dispostas sobre a mesa, na vertical, uma após a outra, a uma pequena distância entre si. Se a primeira peça cair, todas as outras inevitavelmente cairão. Mas para que isso ocorra, algo ou alguém tem de empurrar a primeira peça, pois ela não pode causar sua própria queda. A teoria do Big Bang confirma este argumento. Segundo esta teoria, o Universo surgiu de uma grande explosão num certo ponto do passado, criando o espaço, o tempo e a matéria. Antes disso, não existia nada. Como o nada não cria nada, é de se esperar que houvesse um ser não-espacial, atemporal e imaterial que criou tudo o que veio a existir. Daí, o princípio da causalidade apontar para Deus, que segundo a teologia cristã não é espacial, nem temporal, nem material. 

por James Meira.

sábado, 15 de maio de 2010

Pense nisto.


Amados, desejei publicar este texto (embora não conheça a autoria), porque ele reflete muito do que sinto quando olho para esta igreja dos mega-shows, mega-templos, mega-obreiros... Megalomaníeca.
Não entendo como a obra iniciada com tanta pureza se tornou, e vai se tornando cada dia mais, nisto que é qualquer coisa menos igreja de Jesus. Por isso, peço que leiam o texto a seguir e pensem sobre o assunto.

Um e-mail para o Apóstolo Paulo.

Amado apóstolo:

Estou escrevendo para colocá-lo a par da situação do Evangelho que um dia você ajudou a propagar para nós gentios, e que lhe custou a própria vida. As coisas estão muito difíceis por aqui. Quase tudo o que você escreveu foi esquecido ou deturpado.

Você foi bastante claro ao despedir-se dos irmãos em Éfeso, alertando que depois de sua partida lobos vorazes penetrariam em meio à igreja, e não poupariam o rebanho [1]. Palavras de fato inspiradas, pois isso se concretiza a cada dia.

Lembra-se que você escreveu ao jovem Timóteo, que o amor ao dinheiro era a "raiz de todos os males"[2]? Quero que saiba que suas palavras foram invertidas, e agora se prega que o dinheiro é a "solução" de todos os males.

Também é com tristeza que lhe digo que em nossa época ninguém mais quer ser chamado de pastor, missionário ou evangelista, pois isso é por demais humilde: um bom número almeja levar o título de apóstolo. Sei que em seu tempo, os apóstolos eram "fracos... desprezíveis. .. espetáculo para os homens... loucos... sem morada certa... injuriados.. . lixo e escória" [3]. Agora é bem diferente. Trata-se de uma honraria muito grande: acercam-se de serviçais que lhes admiram, quando viajam exigem as melhores hospedarias e são recebidos nos palácios pelos governantes.

Eles não costumam pregar seus textos, pois você fala muito da "Graça" e da "liberdade que temos em Cristo" [4]. Isso não soa bem hoje, pois a Igreja voltou à "teologia da retribuição" da Antiga Aliança (só recebe quem merece), e liberdade é a última coisa que os pastores querem pregar à suas ovelhas.

Você não é bem visto por aqui, pois sempre foi muito humano, sem jamais esconder suas fraquezas: chegou até reconhecer contradições internas, dizendo que não faz o bem que prefere, mas o mal, esse faz [5]. Eles não gostam disso, pois sempre se apresentam inabaláveis e sem espinhos na carne como você. A presença deles é forte, a sua fraca [6], eles são saudáveis, você sofria de alguma coisa nos olhos [7], eles jamais recomendariam a um irmão tomar remédio, como você fez com Timóteo [8], mas aqui eles oram e determinam a cura – coisa que você nunca fez.

Você dizia que por amor de Cristo perdeu "todas as cousas" considerando- as refugo [9]. As coisas mudaram, irmão. Agora cantamos: "Restitui, quero de volta o que é meu!".

Vivo em uma cidade que recebeu o seu nome, e aqui há um apóstolo que após as pregações distribui lencinhos vermelhos encharcados de suor, e as pessoas levam pra casa, como fizeram em Éfeso, imaginando que afastarão enfermidades [10]. Sim, eu sei que você nunca ordenou isso, nem colocou como doutrina para a igreja nas epístolas, mas sabe como é o povo....

Admiro sua coragem por ter expulsado um "espírito adivinhador" daquela jovem [11], embora isso tenha lhe custado a prisão e açoites. Você não se deixou enganar só porque ela acertava o prognóstico. Hoje há uma profusão de pitonisas e prognosticadores no meio do povo de Deus, todavia esses espíritos não são mais expulsos, ao contrário, nos reunimos ansiosos para ouvir o que eles têm a dizer para nós.

Gostaria de ter conhecido os irmãos bereanos que você elogiou. Infelizmente, quase não existem mais igrejas como as de Beréia, que recebam a palavra com avidez e examinem as Escrituras "todos os dias para ver se as coisas são de fato assim"[12].

Tem hora que a gente desanima e se sente fragilizado como Timóteo, o seu companheiro de lutas. Mas que coisa bonita foi quando você o reanimou insistindo para que reavivasse "o dom de Deus" que havia nele [13]. Estou lhe confessando isso, pois atualmente 90% dos pregadores oferecem uma "nova unção" para quem fraqueja. Amo esta sua exortação, pois você ensina que dentro de nós já existe o poder do Espírito, dado de uma vez por todas, e não precisamos buscar nada fora ou nada novo!

Nossos cultos não são mais como em sua época, onde a igreja se reunia na casa de um irmão, havia comunhão, orações, e a palavra explanada era o prato principal... . as coisas mudaram: culto agora é como fosse um show, a fumaça não é mais da nuvem gloriosa da presença de Deus, mas do gelo seco, e a palavra é só para ensinar como conseguir mais coisas do céu.

O Espírito lhe revelou que nos últimos tempos alguns apostatariam da fé "por obedecerem a espíritos enganadores" [14]. Essa profecia já está se cumprindo cabalmente, e creio que de forma irreversível.

Amado apóstolo, sinto ter lhe incomodado em seu merecido descanso eternal, mas eu precisava desabafar. Um dia estaremos todos juntos reunidos com a verdadeira Igreja de Cristo.



[1] At 20.23
[2] 1Tm 6.10
[3] 1Co 4.-9-13
[4] Gl 2.4
[5] Rm 7.19
[6] 2Co 10.10
[7] Gl 4.13-15
[8] 1Tm 5.23
[9] Fp 3.8
[10] At 19.12
[11] At 17.18
[12] At 17.11
[13] 2Tm 1.6
[14] 1Tm 4.1

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Lugar dos meus Sonhos


Eu gostaria de ter um lugar para onde eu pudesse ir sempre que me sentisse triste, perseguido, abatido, duvidoso;

Eu gostaria muito de conhecer algum lugar onde pudesse ouvir uma palavra agradável, mas não comprometida; consoladora, mas não enganosa ou vislumbrada;

Eu gostaria de estar entre pessoas que se amam independente dos defeitos de cada um; onde houvesse sempre alguém em quem confiar seus mais constrangedores segredos sem a preocupação de vê-los expostos no momento seguinte;


Eu desejo um dia conhecer um lugar onde haja homens e mulheres que cuidam dos mais fracos na fé; que apascentam almas feridas como se fosse sua própria, que se importam mais com os outros do que consigo mesmos (ou pelo menos com a mesma intensidade);

Eu gostaria de conhecer algum lugar! Qualquer lugar!

Onde as coisas não tenham tanto valor que as pessoas sejam absolutamente ignoradas em seus sentimentos; onde aqueles que profetizam, o façam na medida de sua fé; onde os que ministram, assim o façam, e os que ensinam sejam apaixonados pela doutrina; os que exortam o façam com o sincero desejo de edificar e não de derrubar; os que repartem, sejam sempre maioria e nunca exceção; os que “presidem” entendam sua posição intermediária e o façam com imparcialidade e que o exercício da misericórdia seja tão comum quanto comprar, vender, andar...

Eu gostaria de estar entre os discípulos do Senhor nas noites no deserto, certamente lá era bem melhor que entre os fariseus que todos os dias iam ao templo e se gloriavam de serem melhores, os guardiões da sagrada lei.

Eu preferiria estar entre os discípulos do Galileu pobre, filho de um marceneiro,  que estar entre os alunos de Gamalieu, sendo preparado para fazer parte do órgão máximo da lei Judaica – o Sinédrio, fazendo parte de um grupo de homens que achavam que estavam acima dos julgamentos do “povinho”, os quais eram vendidos aos romanos pelo preço de pesados impostos para manter o luxo e a aparência de um grupo absorto em seus desejos de grandeza e prosperidade à custa dos mais pobres;

Eu só quero estar ao lado do Mestre. Só desejo ouvir sua voz sem a interrupção dos vendedores de bênçãos.

Só desejo ouvir a voz do meu Senhor. Como Elias no Monte Carmelo, ou até como Paulo – se assim fosse necessário. Como Maria na anunciação, ou como Zacarias em meio a uma fé vacilante.

O barulho está muito alto! Tem centenas de mercadores gritando e eu só quero ouvir uma voz. Aquela voz.

No lugar de meus sonhos, os mercadores não entram;
Os Fariseus são rejeitados;
Os exploradores são punidos;
O silêncio só é quebrado pela doce voz do amado Amigo.

No lugar dos meus sonhos, há espaço para a misericórdia;
Há lugar para a comunhão;
Há desejo de servir;
Há alegria em profusão.

Neste lugar que eu sonho;
Onde há a alegria que almejo;
O PASTOR e seu rebanho,
Entrarão num lindo cortejo.

terça-feira, 13 de abril de 2010

O TIPO DE CRISTIANISMO QUE LEVA AO ATEÍSMO

por James Meira


Norman Geisler, no livro Não Tenho Fé Suficiente para Ser Ateu, fala sobre um professor católico que não cria em Deus. Intrigado, Geisler lhe pergunta como isso seria possível. O professor responde dizendo que para ser católico não é preciso acreditar em Deus, mas apenas cumprir as regras. Aquele homem era ateu, mas vivia como se Deus existisse, isto é, cumpria as regras.
Este é um bom exemplo de como as pessoas conseguem viver um tipo de cristianismo totalmente diferente do que foi ensinado por Cristo. Mas não é o único “bom” exemplo de cristianismo esquisito. Há outro mais comum, oposto àquele, em que as pessoas crêem em Deus, mas vivem como se Ele não existisse. É a chamada fé teórica ou nominal, tão perniciosa quanto a fé “prática” do professor católico-ateu: ambas têm o potencial de conduzir cristãos e não-cristãos à descrença completa em Deus, ao ateísmo.
Os fariseus tornavam seus seguidores filhos do inferno duas vezes, pois só eram judeus da boca pra fora. Interiormente, tinham a natureza de víboras, eram podres, cheiravam mal, por isso a expressão “sepulcros caiados”, usada por Jesus. Eles pregavam tão bem, mas suas vidas não correspondiam às suas palavras.
Naquele tempo, porém, ser ateu não era uma possibilidade levada a sério. Hoje não. Hoje, diante de cristãos que vivem em franca e deliberada oposição às práticas do cristianismo, como se Deus não existisse, algumas pessoas preferem romper com as máscaras religiosas e assumir que, para elas, Deus não existe mesmo. Certa vez Nietzsche disse: “se mais remidos se parecessem os remidos, mais fácil me seria crer no redentor”. Mesmo um ateu crônico como ele admite a importância do testemunho cristão.
Por isso, tão necessário quanto provar racionalmente que nossa fé é verdadeira é vivermos de forma verdadeira a nossa fé. Nossa justiça precisa exceder (em muito) a dos escribas e fariseus. A propósito, foi a um fariseu que Jesus respondeu: “amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, e com todo o teu entendimento.” (Mateus 22.37) A pergunta era de cunho estritamente intelectual – qual o maior mandamento da Lei? –, mas a resposta envolvia vontade, sentimento e razão; envolvia vivência da fé. O fariseu deve ter ficado com vergonha de Jesus.

Fervor Missionário


“Já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas do coração”.  2 Co. 3.2

Falar sobre missões com os Cristãos me parece o mesmo que ensinar as quatro operações matemáticas a alunos universitários. Todos deveriam já ter domínio sobre o assunto, mas há sempre os que insistem em não aprender. Não é raro encontrar em todas as denominações os fervorosos defensores da causa do Reino, aqueles que se envolvem diretamente no embate evangelístico, que se dipoem a sair aos domingos, feriados, ou mesmo no decorrer da semana, percorrendo ruas, trilhas, hospitais. Pessoas que conheceram o Mestre e agora, como Filipe (Jo 1.45), desejam apresenta-lo ao primeiro que encontrarem. Mostrar-lhe a grandeza do tesouro encontrado. Mas, até que ponto o que temos feito realmente proclama o reino de Deus? Seria esse o fervor missionário que tanto se deseja para os últimos tempos?
No que me diz respeito, vejo os olhares dos homens fixados na igreja a perguntarem: “O que vocês tem a nos oferecer?” E a resposta a esta pergunta talvez não seja tão simples como parece. Em seu livro O Jesus que eu nunca conheci (Vida, 2002), Philip Yansey conta a experiência de um amigo que trabalhava com pessoas excluídas, e um dia deparou-se com uma prostituta que estava há algum tempo alugando a filha de dois anos para pedófilos , afim de sustentar seu vício. Quando ouviu esta história, seu amigo lhe questionou o porque de não procurar ajuda, e apontou a igreja como uma dessas possibilidades. Ao que a mulher, espantada, lhe respondeu: “Igreja? Porque eu procuraria uma igreja? Eles me fariam sentir pior do que já estou.”
Afirmamos que a igreja é uma agência do Reino de Deus. Sendo assim ela deve ser o lugar para onde recorrem aqueles que o querem encontrar. Todavia, há um zelo por parte de muitos não na proclamação do evangelho, mas na luta pela afirmação da denominação, ou mesmo da auto firmação no cenário nacional. Falar do evangelho é muito mais que uma causa, é a única causa da existência da igreja. Estamos em uma sociedade que vive tempos de perplexidade, pragmatismo e ausência de padrões. Não seja nunca a igreja uma contribuinte para o aumento desta sensação.
Em tempos assim, como foram também os tempos apostólicos, muito mais que testemunhar com palavras se faz necessário faze-lo com a própria vida. Palavras voam, atitudes ficam. Palavras são levadas pelo vento, exemplos se gravam na consciência como cicatrizes.
É tempo da igreja testemunhar o evangelho, não apenas em palavras, mas em sua vida. E quando eu me refiro á igreja, estou falando dos cristãos, pois somos a igreja do Senhor, o templo do Espírito Santo.

segunda-feira, 29 de março de 2010

O Deus InVisível

Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? 
Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares,ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá.
Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa.
Salmo 139.7-12

O que foi? Não viu nada? Pois é, ainda que você não o veja, nem haja relâpagos ou trovões, e ainda que a terra não estremeça; tenha certeza, Ele está presente. Seus olhos estão sobre toda a terra, isso inclui você.

Mas, para lhe ajudar, passe o mause sobre o texto anterior.

AUTO-ATENDIMENTO CELESTIAL

Você já teve a irritante experiência de ser atendido por uma máquina quando precisava de uma informação ou serviço? Tenho certeza que sim. Esta forma de solução de pequenas ou grandes dúvidas se tornou muito comuns e lucrativas em empresas de médio e grande porte.
E não só pelo atendimento telefônico, como também na AJUDA de sites e provedores de e-mail. Às vezes as respostas dadas à nossas dúvidas são tão ridículas, que não parecem ter vindo de uma “máquina inteligente”. Hoje precisei reconfigurar um de meus e-mails, pois havia errado na informação de minha data de nascimento, e ao tentar falar com o provedor, fui deslocado para uma página de comunicação de problemas (e que prometia solucioná-los). A resposta que obtive foi tão sem noção que me irritei e mandei um e-mail de volta bem menos educado que o primeiro.
Aí eu fiquei pensando: Já imaginou se fosse assim para falar com Deus?

Diálogo entre um Cristão orando (em negrito) e o auto-atendimento celestial:

- Amado Senhor...
- Boa noite com quem falo?
- O que? Senhor, és tu falas comigo?
- Desculpe, mas este é um novo serviço inaugurado aqui no céu. Meu nome é Angelo, em que posso lhe ajudar?
- Perdão, mas, eu não estava apenas orando? Eu só quero falar com Deus!
- Sinto muito querido, mas o Todo-Poderoso só atenderá as chamadas urgentes após passarem por uma triagem, levando em conta as prioridades estabelecidas pelo PREANEH.
- Pre o que?
- PREANEH. Programa de Efetividade no Atendimento às Necessidades Humanas. Ele visa estabelecer prioridades no atendimento às verdadeiras necessidades. Entende?
-Não.
- É o seguinte. Muita gente estava ligando (orando) para o SENHOR só para pedir coisas absolutamente inúteis. Do tipo mansões, Ferrarys , ganhar na loteria... Fora os absurdos como acabar com o casamento de fulana pra ficar com o marido dela, o cara do Reality Show ser eliminado, o casamento homosexual ser aprovado. Então, foi resolvido que só passa para o CHEFE aquilo que for realmente importante. Então, qual é o seu problema?
- Na verdade, eu estava precisando falar com ELE a respeito do meu patrão, sabe...
- Um momento, o problema é referente a trabalho?
- Sim, é que...
¬ Então vou transferi-lo para outro atendente, visto que este setor não trata do assunto.
- Espera, eu...
- Aguarde, estamos transferindo sua ligação para um de nossos atendentes. Não desligue, resolver sua dificuldade é uma prioridade para nós. Tan-nanan-nanan-nanan-nanaaaan, tanan-nanaan, tananannnn
- Toca Mozart no céu!!!???
- Boa noite, meu nome é Rafael, em posso ser útil?
- Oi Rafael, me desculpe, mas, é que eu já tinha tentado falar com o outro anjo-atendente...
- Qual é o problema querido?
- Bem, é que eu gostaria de pedir ao SENHOR que me ajudasse numa causa que tenho pendente com meu patrão e...
- Um momento, seu problema é de ordem judicial/trabalhista?
- É. Por quê?
- Então vou transferi-lo para o setor de assistência jurídica celestial...
- Espera aí, eu posso ou não terminar minha oração? Já tem quase uma hora que estou de joelhos e não disse nada ainda sobre meu problema...
- Tananananananananammmmm.
- Eeeeiii!!!!!

Trinta minutos depois.

- Meu nome é Anjel, sou coordenador dos serviços de atendimento jurídico/trabalhista do céu, em que posso ser útil.
-Deixando que eu fale diretamente com Deus. É possível?
- Claro que sim.
- Mesmo!? Oh! Graças a Deus! Então me passa pra ELE por favor.
- Em um minuto. Mas antes, precisa fornecer alguns dados, responder um questionário virtual,...
- TUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU...

Graças a Deus que nos garante acesso livre ao seu trono, sem intermediários, sem burocracias, apenas de pondo em sinceridade diante dele, e entrando em sua Santa presença pelo novo e vivo caminho que nos foi aberto.
“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa, retenhamos firmes a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu”.

Hebreus 10.19-23

quarta-feira, 10 de março de 2010

Indicação


Olá meus queridos amigos.
Quero convidar vocês a lerem uma entrevista com o pastor Juscelino, presidente e fundador do SER LIVRE (Serviço de Recuperação e Libertação de Viciados) em nosso site. Foi emocionante ver a dedicação deste homem diante de todos os desafios que se levantaram diante dele. Tenho certeza que vocês serão extremamente edificados, assim como eu fui.
Aproveito para convidá-los ainda a assistir o vídeo institucional na mesma página.
O site é o Sudoeste Gospel. Aproveite, e conheça as outras matérias, notícias e reflexões.

Um grande abraço a todos.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O último inimigo

Pois é, se você é uma daquelas pessoas que se orgulham de nunca ter cultivado inimigos, saiba que você tem um. E antes que faça conclusões precipitadas, não estou falando do Diabo, muito menos de qualquer pessoa em especial (isto inclui o telefonista de tele marketing).
Este inimigo, ou melhor, inimiga, tomou ocasião de um erro cometido por nossos ancestrais e desde então nos inflama, debocha de nossa incapacidade em vencê-la, não distingue ninguém, pois, para ela, todos nós somos seus inimigos naturais e ela não vai parar, enquanto houver vivos.
Estou falando da morte, nossa maior e mais poderosa inimiga.
Suas visitas não são agendadas, e não se importa com a condição social de quem a irá receber: ricos ou pobres, não importa, certamente estão em sua lista. Não importa se é um astro pop em franco esforço por recuperar sua imagem, e toma toda forma de medicamento para reduzir as dores ou se é um viciado em crack, jogado nas ruas e abandonado por familiares que se sentem impotentes diante da loucura do vício. Se é um atleta idolatrado, numa manhã de domingo tentado recuperar o melhor de sua história, ou um grupo de jovens de baixa renda, que tentam ter um padrão de vida igual ao dos caras do asfalto mas que não podem esperar tanto tempo e preferem partir para tomar o que “precisam”. Independentemente, todos serão visitados por ela.
Você deve conhecer dezenas de histórias de “mortes bonitas”, mas duvido que deseje vivenciar alguma. Certamente conhece histórias de muitas pessoas que doaram suas vidas em prol de uma causa, seja social, política ou espiritual. Mas, se houvesse um meio de alcançar estas vitórias sem o sacrifício da vida, certamente seria a opção mais aceita.
Mas, porque ela incomoda tanto? Não existem centenas de teorias a respeito da pós-morte? Será que nenhuma delas conforta, consola, ou pelo menos, ameniza a dor dos que ficam? A resposta é mais complexa que a pergunta.
Não adianta criar possibilidades, ela certamente chegará. As plásticas, os métodos, a mais avançada ciência, se mostram incapazes, vãs tentativas de retardar a chegada daquela que ninguém deseja, mas, no final, sempre chega.
Pode causar alívio naqueles que vegetam. Pode até causar alegria naqueles que torceram para que ela chegasse ao lar do desafeto. Mas continuará sendo odiada, rejeitada, enfim, inimiga.
O apóstolo Paulo escrevendo aos irmãos da igreja que estava na cidade de Corinto, ensina a respeito da ressurreição dos mortos e no capítulo 15, versículo 26 ele diz: “O último inimigo a ser destruído é a morte”. Ela que entrou no mundo por causa da desobediência dos nossos pais, permanece marcando sua presença geração após geração. E nós, impotentes, nos confortamos como podemos. Alguns apelam para o ateísmo de ocasião: deixam de crer em Deus porque ele não lhe ouviu quando pediu que seu (sua) amado(a) não fosse tragado pela voracidade mortal da inimiga. Outros insistem em não deixar que este ou aquele se vá, e apela para a mediunidade para continuar com seu ente próximo. E há ainda aqueles que crêem que no fim, todos se encontrarão outra vez, e tudo passará.
Mas, todo consolo parece inútil diante da dor e do estrago que a morte causa. Não há palavras. Não há promessas.
Jesus, na casa de Lázaro, seu amigo que havia morrido há quatro dias, apresenta para Maria, a irmã inconsolável, a esperança de uma ressurreição que, no sentido do que ele deseja mostrar, seria imediata, pois ali se encontrava o autor da vida. Mas ela continuou triste, inconformada. Ao encontrar Marta, a outra irmã, o diálogo não foi muito diferente. Diante da possibilidade de uma ressurreição, Marta continua abatida pela dor causada pela morte. O próprio Jesus, diante do túmulo de Lázaro, chora a tragédia humana daqueles criados à imagem de Deus, e que agora, por conta do pecado, se tornaram mortais, vulneráveis e derrotados.
Talvez nossa maior frustração seja a impotência diante de sua crueldade. Não há armas de defesa. Não há estratégias. Não há esconderijos. Somos obrigados a aceitar os fatos, e estes dizem que somos mortais.
A Bíblia, a maior fonte de fé e inspiração espiritual que a humanidade já conheceu, não diz, em momento algum que a morte é boa ou desejável. Antes, enfatiza sua presença no mundo como fonte de dor resultante do erro humano e de sua rebeldia contra o Criador. Não é natural.
Natural seria o homem viver eternamente. Morrer não é natural. Por isso dói tanto, pois em nós está a imagem daquele que nos criou, e como Ele é, deseja que sejamos: Eternos. Mas isso só pode se tornar realidade quando o pecado for extirpado do meio e para isso morreu Jesus, para que outra vez possamos ter direito à eternidade.
Ser eterno foi sonho de muitos ditadores. É sonho de muitas celebridades. Mas, independente das tentativas, certo é que só quem é eterno e tem a eternidade nas mãos a pode dar. Humanamente falando, ninguém chegará a este ponto. Do ponto de vista cristão, já estamos prontos a recebê-la quando estivermos finalmente com Cristo – a nossa esperança. Ele foi o único que venceu a morte e por isso pode nos dar também a mesma vitória.
“Pois estou certo que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor”.