sexta-feira, 30 de março de 2012

Boas Novas ou Novidades?

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Romanos 1:16



Em nosso tempo a maior preocupação daqueles que trabalham com o mercado é suprir a necessidade de coisas novas todos os dias. O novo atrai público, o público traz dinheiro e o dinheiro é o que move e motiva as empresas de marketing, as indústrias, o comércio e por fim faz girar a ciranda da economia mundial. A novidade é o melhor argumento para convencer o consumidor a trocar o produto que tem em casa em perfeita condição de uso, por entender que ele é obsoleto (mesmo sendo um lançamento com menos de seis meses). A capacidade de criação do homem tem sido levada ao extremo e aqueles que trabalham com criação são pressionados a trazer à realidade algo tão novo quanto revolucionário, e eu já me pergunto se será possível daqui a alguns anos termos algo realmente novo.

As pesquisas ajudam a entender melhor as coisas que já conhecemos ou dar uma visão completamente nova sobre um assunto que achávamos que eram de nosso domínio. O novo sempre vem para substituir ou, no mínimo, repaginar o velho.

Mas, será que tudo que conhecemos precisa ser repaginado? Será que os novos conhecimentos são capazes de mudar tudo que está estabelecido? Até que ponto o novo é bom?

Com a busca enérgica pelo novo, as coisas de ontem parecem tão velhas quanto as de séculos atrás.

Pude notar isso em um documentário que assisti na TV ESCOLA sobre a história da comunicação. Fiquei surpreso em ver o frenesi das pessoas ao conhecerem a mais “moderna” das invenções: O Telégrafo. Grandes potências mundiais correram para dominar aquela tecnologia de ponta. Esforços herculanos foram aplicados para atravessar cabos gigantescos através dos mares, de um lado ao outro dos oceanos. Porque aquela era a maior invenção de todos os tempos. E hoje? Hoje as coisas são tão rapidamente substituídas por outras mais eficientes ou luxuosas que logo são consideradas peças de museu.

E o Evangelho? Será que ele está fadado a se tornar peça de um museu? Por que minha pergunta? Vamos lá.

Desde a criação a questão central da Bíblia é o relacionamento do Deus Todo Poderoso com sua mais querida criação: o homem. Quando a comunhão do homem com Deus é quebrada, entra em cena pela primeira vez na história o pecado. Dai em diante todo esforço Divino é para restabelecer a pureza no homem com o propósito de trazê-lo outra vez à companhia do Pai. O arrependimento e o perdão dos pecados são o assunto principal de toda a Bíblia. Todos os demais assuntos são periféricos ou consequentes destes. A adoração, a santificação, a oferta, os milagres, tudo está relacionado diretamente com o centro da Bíblia: A cruz de Cristo.

Então eu pergunto: Por que este não é mais o assunto principal nas pregações, nos cânticos, nas reuniões oficiais? Por que os pecadores não são mais confrontados com sua situação miserável diante de Deus? Por que a volta de Jesus (independente da linha teológica seguida) não faz mais parte da homilia diária da igreja?

Não sou saudosista (nem tenho idade para isto), mas é obvio que as novidades estão deixando de ser adereços e passando ao status de primordial. Se antes a arte, as luzes, os encontros descontraídos, as reuniões sociais, eram acessórios para um culto voltado à adoração e exaltação do Nome do Senhor, hoje são o assunto principal.

A ordem é deixar os visitantes bem à vontade. Tão à vontade que não se sentem constrangidos a mudarem de vida, a se arrependerem.

O evangelho atrativo, na verdade, não é mais evangelho. É um embuste.

O milagre é o centro. O importante é sair com a benção. O essencial é receber a palavra profética. O objetivo é ter promessa de prosperidade.

Está proibida toda e qualquer citação à morte, pecado, transgressão, arrependimento, condenação, juízo, ira de Deus, fim, salvação, e de maneira alguma deve ser citada a palavra inferno.

Em que estão transformando a obra expiatória de Cristo? Em roteiro de filme para Hollywood? Em uma história coadjuvante a um grande romance baseado na bondade do homem?

Me desculpem, mas se o assunto das igrejas não é mais Cristo e sua obra expiatória, pra que então elas existem? Para servir de pequeno império para homens presunçosos, gananciosos, soberbos? Para facilitar o acúmulo de bens e fortunas sem ser incomodado pela Receita Federal?

Oh raça de víboras! Lobos revestidos de ovelhas! Ladrões de templos! Assassinos de jaleco. Até quando vocês acham que perdurará esta festa de impiedade, mentira, corrupção e ganancia?

Me perdoem meus amados irmãos e amigos que seguem este blog ou que o leem com frequência, mas para tudo tem limite e as coisas que estão sendo expostas pela mídia, as novidades que todos os dias sou obrigado a ver e ouvir nos cultos, palestras, e na rede tem me causado ojeriza. Não conheço este evangelho dos meios de comunicação e dos púlpitos da moda.

Como diz o título de um excelente blog:

- VOLTEMOS AO EVANGELHO!

As Boas Novas ainda são pertinentes. Ou alguém poderia dizer que as palavras do Criador não mais interessam neste século?

Eu creio que a transformação integral do homem, através do Evangelho de Jesus, é a solução para o mundo. Mas só quando ele é pregado de forma íntegra pode mudar as pessoas. A mudança começa no encontro pessoal com Cristo, no arrependimento sincero, no perdão restaurador, na santificação gloriosa e na aquisição da esperança da vida eterna.

E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perde-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará. Porque, que aproveita ao homem grajear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?
Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória na do Pai de os santos anjos”.  Lucas  9.23-26

Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães. Romanos 1:30

Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos. 2 Timóteo 3:2

Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus. 2 Timóteo 3:4 

Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros. Gálatas 5:26 

 * Para quem talvez não tenha entendido o porque da imagem de um eclipse, eu explico. Todas estas novidades, inovações, tentativas de tornar a palavra mais "atraente" são um mero eclipse. A lua, por um momento pode até tentar impedir que a luz do sol chegue aos homens, mas é inútil pois no fim, o Sol voltará a brilhar com tanta força quanto antes e ofuscará os olhos daqueles que amaram as trevas.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Perdão: Se quero ser filho de Deus, preciso aprender a liberá-lo.


 Às vezes entendo porque Paulo disse:

“O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, pois lhe parecem loucura, e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente”. ICo. 2.14

Certamente, em algum momento de sua vida, você leu algum texto bíblico e imaginou:

-Ah! Mas, isso é só uma teoria, ou uma utopia. É o ideal, não é real ou alcançável.

Pois bem, sinto informar que toda teoria bíblica foi comprovada em campo, na prática. Isso, todavia, não torna as coisas mais fáceis, pelo contrário, saber que é possível viver uma dimensão superior de vida, sem mentiras, desejos carnais, má inclinação, lábios impuros, cria em muitos uma frustração pois não conseguem viver tão elevada norma moral.

Acalme-se, Paulo sofreu isto também e seu consolo veio do próprio Jesus, informando ao desesperado apóstolo que Sua graça lhe era suficiente, pois esta se aperfeiçoava em suas fraquezas. E não só nas dele, mas nas nossas também. Todavia, os conceitos bíblicos continuam muito mais altos que os nossos, e os padrões de santidade e pureza criados por Deus são bem mais altos que nossa curtíssima visão pode enxergar.

Assim, certos conceitos Bíblicos parecem absurdos e nos colocam em uma situação vexatória muitas vezes. Em alguns momentos, as palavras de Jesus, suas doutrinas, nos põem em xeque e então nos vemos constrangidos a negar aquilo que há de mais natural em nós – nossos instintos. Parece realmente ser loucura. Afinal, ninguém ousaria ensinar ao Leão a não mais atacar antílopes. Isso faz parte de seu instinto de sobrevivência.

Os homens também tem alguns instintos que, ou são demasiadamente exercitados, ou são controlados. A auto defesa para preservar sua sobrevivência é um destes. Ela é inata, não dependendo de pré-disposição, apenas dispara em qualquer situação de risco mortal. Mas, há alguns que não deveriam estar em nós. Foram adquiridos na queda, fazem parte hoje de nossa natureza decaída e pervertida. Um deles se mostra muito forte em nossa sociedade desde tempos incalculáveis. A vingança.

Vejamos algumas frases bem conhecidas em nossa sociedade e que revelam este sentimento:
- Aqui se faz, aqui se paga.
- Um dia da caça, outro do caçador.
- A vingança é um prato que se come frio.
- O mundo dá voltas.
- Olho por olho, dente por dente.
- Quem ri por último ri melhor.

Ah! E uma muito querida dos crentes ultimamente:
-Vai sentar na plateia pra me ver no palco.

Eu sei que a lista poderia ser muito maior, mas estas bastam para demonstrar minha ideia aqui.
Gostamos de vingança. Prova disto está no sucesso dos filmes, novelas, e até dos heróis das histórias em quadrinhos. Batmam é conhecido como o cavaleiro da noite, sua ação é motivada pelo sentimento de vingança contra o crime, por ter perdido seu pai num assalto brutal. O personagem do filme O Dólar Furado, não descansa enquanto não mata aqueles que julga serem responsáveis por seus problemas. Nas novelas e filmes, a maioria dos heróis são pessoas injustiçadas que durante boa parte da trama sofre muito e motiva os telespectadores a desejarem um fim bem trágico para seus algozes, o que quase sempre acontece na conclusão do filme. Uma das cenas mais vistas em todos os tempos bateu recordes de audiência no horário nobre da Rede Globo, isso porque transmitiu a surra que a “mocinha” deu na “vilã”. Uma cena de novela que já está quase completando três anos, e mesmo assim, tem quase 200 mil acessos no YouTube. Observe isto: DUZENTAS MIL PESSOAS pararam por pouco mais de cinco minutos para ver uma mulher espancar outra, pelo simples prazer de assistir uma vingança.

É bom que se entenda, uma coisa é justiça outra bem diferente é vingança.

O ódio é um vírus mais resistente que o da AIDS. Infecta um homem ou uma comunidade e é capaz de se perpetuar por gerações, veja, por exemplo, a rixa que se prolonga por milênios entre Judeus e Palestinos, há décadas - como Norte e Sul-Coreanos, ou Indianos e Paquistaneses. Nossa humanidade nasce, cresce, se reproduz e morre respirando o ar viciado da recompensa ao agravo, da vingança. Do ódio.

Então Jesus aparece na palestina, em meio ao ódio que os Judeus nutrem pelos Romanos, Samaritanos e povos Árabes e solta uma bomba na cabeça deles (incluindo seus próprios discípulos):
Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.

Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus. Mateus 5:43-48

De que natureza somos? Esta é a pergunta que me vem à mente quando leio este texto, porque Jesus confronta o que pensamos sobre Deus com o que Deus espera de nós... Como filhos.

Se somos homens naturais, levados por nossas paixões e instintos, obviamente não estamos incluídos entre os nascidos de novo, entre os gerados outra vez, entre os Filhos de Deus, pois estes, não agem mais naturalmente, não seguem seu coração, antes são guiados pelo Espírito de Deus.

Mas, será que o que Jesus está querendo não é demais para pessoas de carne e osso como nós? A questão não é se somos capazes de viver esta dimensão de vida que Deus propõe para nós, mas se queremos vive-la.

Jesus, como homem, perdoa seus algozes na cruz, pedindo ao Pai que não lhes atribua o mal que estão fazendo. Estevão usa as mesmas palavras do seu mestre para se dirigir ao Pai em prol de seus irmãos que agora lhe atiram pedras para o matar. Cristãos russos, após um longo período de mortes, perseguições, separações, torturas e prisões por causa de sua fé, se viram dentro da sede da KGB, em um ato de conciliação, perdoando aqueles que um dia foram a causa de suas perdas, dores e amarguras, simplesmente por amarem a Jesus.

Perdoar não é um ato natural. Dói. É um exercício de esforço colossal para ir na direção contrária aos nossos desejos instintivos de vingança, de dar a merecida paga aos que nos feriram ou ofenderam. E se você acha doloroso perdoar e só o faz, muitas vezes, por ser constrangido pelo Espírito de Deus, saiba que Jesus complica ainda mais as coisas. Não basta perdoar os ofensores, é preciso ser perfeito como o Pai que está no céu, e isso significa ir em busca do ofensor e se reconciliar com ele. Compare os dois textos a seguir:

Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais.
Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus, para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus.
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Ef. 2.1-9.

Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e, Quem matar será réu de juízo.
Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno.
Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta. Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele; para que não aconteça que o adversário te entregue ao guarda, e sejas lançado na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil. Mt. 5.21-26.


Aos Efésios Paulo ensina que fomos reconciliados com Deus, e isto aconteceu quando Ele, sendo ofendido, faz a reconciliação no sangue de seu próprio filho quando ainda éramos pecadores, mortos em nossos pecados. O perdão de Deus vem antes da ofensa. Precede o arrependimento. O que então, o Senhor espera de nós?

No Evangelho de Mateus, em seu capítulo 18, Jesus mais uma vez está ensinando sobre o valor do perdão. Pedro, que conhecia a tradição rabínica que propunha a liberação do perdão a um irmão até três vezes, sendo digno de juízo na quarta, parece tentar mostrar que é um pouco mais misericordioso que os rabinos, questionando a Jesus se o perdão a um irmão ofensor deveria ser igual a sete ao dia. A resposta de Jesus constrange até os mais “bonzinhos” de seus seguidores.

-Não sete, mas setenta vezes sete.

Jesus deixa claro para nós que não é uma prova de bondade ou santa misericórdia de nossa parte perdoar o semelhante. Deus perdoou todas as nossas ofensas, e continua a fazê-lo todos os dias. Ninguém perdoa tanto quanto Deus, logo, ninguém tem o direito de reter o perdão, seja a quem for, pelo motivo que for.

Você talvez queira me questionar:

-Tá bom! Você diz estas coisas, mas, será que você vive isso? Você que escreve e ensina, teria coragem de perdoar o estuprador de sua filha, o assassino de sua mãe ou o traficante que transformou seu filho em um dejeto humano?

Sinceramente... Não sei.

Quando escrevo, reflito sobre padrões que, como já disse antes, são muito mais altos que os meus. Mas, se quero ser chamado filho de Deus, terei de me esforçar nesta direção porque é a única que conduz à vida. Independente de minhas inclinações racionais, ser guiado pelo Espírito significa mortificar meus desejos e ter a vida de Cristo em mim.

Não escrevo baseado no que eu acho, ou no que consigo fazer. A verdade é verdade independente de que eu acredite ou não, obedeça ou não, viva conforme ela ou não.

O perdão tem importância tão séria na Bíblia, que dele depende nossa comunhão com Deus. O segundo texto fala de uma pessoa que veio trazer a oferta à igreja mas, ao chegar ao altar, foi lembrado pelo Espírito de Deus que tinha uma coisa errada – um irmão estava ofendido e era preciso uma reconciliação. Aí, o sujeito tem duas opções:

1-    Voltar atrás, se reconciliar com seu irmão e então vir em paz apresentar sua oferta;
2-    Ou, tapar os ouvidos à voz de Deus, insistir no ato de ofertar, e voltar para casa mais pecador do que quando entrou no templo.

Além de não receber minha oferta, o Senhor não ouve minha oração, e provavelmente não ouvirá também a oração do irmão ofensor, a menos que também ele se arrependa e se reconcilie. A mais popular oração da Bíblia, tem uma sentença não tão popular:

- Perdoa nossas ofensas, assim como perdoamos os nossos ofensores.

Ou, em outra versão:
- Perdoa nossas dívidas assim como perdoamos os nossos devedores.

Ninguém tinha maior dívida a perdoar do que o Pai Celestial. Sendo assim, não aceita em sua presença qualquer um que, tendo sido perdoado, não seja capaz de perdoar. Exemplo disto está na história que Jesus conta a respeito do Rei que, tendo um súdito que lhe deve muito, o chama e cobra, ameaçando vender seus filhos caso não recebesse. Mas, o homem, humilha-se diante do Rei a ponto deste lhe perdoar completamente. Mas, o sujeito parece não ter aprendido com o exemplo do Soberano. Ao sair da sala, encontra um homem que lhe deve um valor irrisório se comparado ao montante que ele devia ao Rei. Ao invés de usar da mesma misericórdia da qual desfrutou há poucos instantes, prefere ameaçar, espancar e prender seu companheiro.

Não seja o caso de que nós, tendo sido alvos de tamanha graça e misericórdia, agora não sejamos capazes de perdoar faltas incalculavelmente menores.

Como alguém já disse certa vez, perdoar é libertar um prisioneiro e depois descobrir que o prisioneiro era você.

Perdoe. Não importa o agravo, o caminho mais curto para viver em paz outra vez é liberar o perdão e reconciliar-se.

Para que sejamos filhos de Deus.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

EU, EU MESMO E JESUS.

Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço.
E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está.
Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico.
Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo.
Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros.
Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado. [1]

Antes de iniciar este assunto gostaria de informar que eu não estou esquizofrênico, não estou vendo coisas e muito menos sofro de dupla personalidade. Mas, realmente, existe outro EU.

No filme, EU, EU MESMO E IRENE, dos diretores Bobby e Peter Farrelly, o ator Jim Carrey interpreta um homem que sofre com um transtorno: ele tem duas personalidades. Quando não medicado, tem dificuldades em controlar sua segunda personalidade que é diretamente oposta a si mesmo. Seria seu alter ego. Enquanto Charlie é honesto, trabalhador, bom pai e pacífico; seu segundo eu, Hary, é mal educado, violento, trapaceiro, irresponsável e desrespeitoso. O extremo oposto de Charlie.

Estou usando este exemplo para tentar demonstrar o que seria essa nossa luta diária por vencer a nós mesmos. Nas palavras do Apóstolo Paulo: “Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico”. Tem outro. Sim, ele está aqui. Espreitando e aguardando a oportunidade de mais uma vez me subjugar. Me humilhar. Mostrar o quanto sou fraco.

É inegável o trabalho e exemplo do Apóstolo, mas ele mesmo admite que está sendo incomodado, importunado por uma força oposta à sua vontade mais pura. Paulo quer ser perfeito mas seu corpo (como ícone de toda a sua vontade escrava) o impulsiona ao erro, à armatia: errar o alvo.

Eu não quero pecar.

Eu não quero entristecer o Espírito Santo que habita em mim.

Eu não quero oferecer o templo para bacanais satânicos.

Mas, por mais que me esforce, sempre sou tomado por sentimentos e desejos que vão além de minhas forças. Nestas horas, se não for pelo Espírito de Deus, sou facilmente arrastado de volta ao abismo.

Algumas frases de Paulo, aqui, são extremamente reveladoras quanto à situação degradante em que foi mergulhada a humanidade.

Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.

A primeira coisa que se nota aqui é que a culpa não é da Lei. Ela é boa. O problema está nas dimensões em que se encontram ela e nós. Enquanto a Lei é espiritual, nós somos carnais, vendidos ao pecado. Ou seja, não é a Lei que nos torna pecadores, somos pecadores mesmo não havendo lei. Mas, quando esta passa a existir, passamos então a ter que responder por nossos atos. Somos confrontados com nossa miserabilidade.

Não somos bons. Não somos santos. Não somos justos. Sequer honestos. E não foi a Lei que fez isto conosco, mas a maldição da desobediência que se alastrou de tal forma que poucas gerações depois do pecado original, Deus teve de intervir na história humana, pois estes estavam se tornando uma verdadeira praga sobre a terra (Gn. 4.8; 6.5-7; 11.1-9; 19).

Uma pergunta pode surgir destas afirmações de Paulo:

- Se Paulo é um homem regenerado, como pode referir a si mesmo como escravo do pecado?

Quanto a esta pergunta, Murray escreve em seu comentário aos Romanos:

“Deveríamos supor que ser chamado “carnal” é o mesmo que estar na “carne” (v.5; 8.8) e inclinar-se “para a carne” (8.5)? Tal raciocínio não é correto, por duas razões: (1) em 1 Coríntios 3.1 e 3, Paulo acusou os coríntios de serem carnais, por causa de sua inveja e contenda. Paulo não queria dizer que eles não eram regenerados, pois fica subentendido que eles eram crentes, pelo menos, bebês em Cristo. Portanto, ser chamados de carnal não é necessariamente equivalente a estar “na carne”. (2) Paulo reconheceu que a “carne” ainda residia nele (vv. 18, 25). Isto está intimamente associado, se não é um sinônimo, ao fato de que o pecado habita nele (vv. 17, 20). Se a carne habita nele, seria inevitável que, no que concerne à “carne”, ele tivesse chamado a si mesmo de “carnal”. E isto não era incoerente com o fato de ser ele um homem regenerado, somente porque assim se caracterizou, visto que a carne permanecia nele”. (Murray, 2003, p. 287). [2]

Então, o homem regenerado não se torna um ser à prova de quedas e corrupção.

Paulo quer ser perfeito e luta por isto. Quer viver para o Senhor e se dedica a isto. Quer receber o galardão no fim e corre para isto. Mas, apesar de todos os seus esforços, continua sendo homem, vivendo em um corpo humano, tendo em si uma natureza imperfeita e corruptível da qual ele sonha se livrar um dia.

“Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória”. [3]

E ainda: “ Mas temos confiança e desejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor”. [4]

Paulo quer, tanto quanto qualquer um que um dia conheceu verdadeiramente o Senhor, deixar essa habitação corrompida para estar em perfeição diante daquele que é a razão de nossas vidas. Por quê? Segundo ele, porque não é possível viver em perfeição nesse casulo.

Por mais que me esforce, sou sempre trazido à memória que ainda estou no corpo e este tem inclinações que nem sempre são as que eu gostaria.

Falando de mim mesmo, sinceramente, sou uma sombra daquilo que gostaria de ser. E não falo de coisas materiais, falo de personalidade, caráter e comunhão com o Pai. Gostaria de cultivar melhor um vida santa. De ler a palavra com o mesmo prazer de quando a conheci; de sair para anunciar o evangelho sem motivações teológicas ou denominacionais, criando tempo e não esperando que ele sobre; de orar por saber que aquele é o momento em que vou ao céu e falo com o Criador, sem me preocupar em cumprir 7, 15, 30 ou 90 dias de campanha, fazendo isto todos os dias com o mesmo prazer; de não sentir atração pelo pecado, antes repudiá-lo estando ou não na presença de outros. Quero ser santo, mas sei que nenhum esforço meu, me fará alcançar essa plenitude.

Quando eu era novo convertido, não entendia Paulo, nem Elias, muito menos Jonas. Criticava os Judeus dos tempos sem lei em Juízes. Me irritava com as atitudes de Pedro e dos demais, demonstrando suas fraquezas, falta de fé, incompreensão, dureza de coração.

Hoje eu sei que sou tudo isto e mais um pouco. Se hoje pudesse conversar com Pedro sobre a noite da traição, não lhe perguntaria mais:

- Pedro, como pode? Como você teve coragem de fazer uma coisa destas?

Antes, lhe diria:

- Oh irmão Pedro! Como somos fracos e impotentes diante da tentação. Como foi a sensação de ouvir de Jesus o perdão por aquela noite?

Isso, porque eu anseio em um dia também ouvir de meu Senhor o perdão por minhas imperfeições, debilidades, fraquezas e incredulidades. Não sou melhor que as gerações que passaram e não sou pior do que as que ainda virão. Sou apenas humano. E não conheço texto que melhor explique o que sou como o faz o Salmo 51.

Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.
Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado.
Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.
Contra ti, contra ti somente, pequei, e fiz o que é mau diante dos teus olhos; de sorte que és justificado em falares, e inculpável em julgares.
Eis que eu nasci em iniquidade, e em pecado me concedeu minha mãe.
Eis que desejas que a verdade esteja no íntimo; faze-me, pois, conhecer a sabedoria no secreto da minha alma.
Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.
Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que se regozijem os ossos que esmagaste.
Esconde o teu rosto dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniquidades.
Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável.
Não me lances fora da tua presença, e não retire de mim o teu Santo Espírito.
Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.
Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e pecadores se converterão a ti.
Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua cantará alegremente a tua justiça.
Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca proclamará o teu louvor.
Pois tu não te comprazes em sacrifícios; se eu te oferecesse holocaustos, tu não te deleitarias.
O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.

Eu quero ser perfeito e agradar ao Pai. Mas, o outro eu, quer pecar e tem prazer nisto, se realiza nisto.
Quando Davi cai em si e percebe a loucura que fez, teve a única reação possível àqueles que um dia conheceram o Senhor: Se arrependeu profundamente. Entendeu a pequinês do homem diante de seu Criador. E que, pela misericórdia, e somente por ela, ainda alcançamos perdão. Pois o Senhor conhece o que somos: “Pois Ele conhece a nossa estrutura, e se lembra de que somos pó” (Sl 103.14).

Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está.

Certamente alguém, por causa desta frase, pensaria em dizer a Paulo:

- O que é isso irmão! Não diga uma coisa destas. Você é lavado e remido pelo sangue de Jesus. Você é um varão de fogo, cheio de poder! Isso é coisa do Diabo. Ele está tentando te desanimar. Clama o sangue de Jesus e vence o inferno!

Mas, o que o Apóstolo está falando é uma verdade que poucos querem ouvir ou compreender. Não aceitamos facilmente o fato de que, mesmo transformados, ainda permanecemos no corpo (símbolo na natureza caída) e este permanece inclinado a todo erro e pecado. Embora o homem interior esteja se renovando dia após dia, o exterior continua seu processo de corrupção.

Lidar com estas duas naturezas não é simples. Às vezes se torna doloroso ou vergonhoso.

Descobrir que o pastor mentiu, que a irmã teve um caso, que o líder da mocidade tem inclinação homossexual, que a dirigente do círculo de oração não controla seus impulsos pelas coisas alheias, que o reitor do curso de teologia é viciado em pornografia.

Isso dói, machuca a fé, a confiança. Nos choca. Nos impulsiona à desistência.

Por quê?


Porque esperamos encontrar na igreja a santidade absoluta. Um ambiente de total comunhão santa e desapego ao mundo. Imaginamos que aqueles que confessam o nome de Jesus como senhor e salvador não pecam, não sentem os mesmos impulsos que os “carnais”, não são tocados pelas paixões humanas. Isto está errado. E mais errado ainda estão os líderes (pastores, bispos, “apóstolos”) que incentivam os demais a construírem esta imagem deles, pousando de super crentes, demonstrando uma superioridade espiritual que impõe respeito e devoção a eles, quando no fundo, são tão imperfeitos quanto qualquer pecador miserável vivendo na sarjeta.

O que nos separa do mundo não é uma santidade espontânea de nossa parte. A nossa separação é uma obra exclusiva da graça de Deus.

Às vezes eu me pergunto por que Jesus me ama. Não é possível entender isso. Eu sou imperfeito demais, fraco demais, medroso demais, tímido demais, “vacilão” demais.

Se o Reino de Deus fosse uma firma, meu currículo seria dispensado na portaria, nem sequer entraria para a avaliação de conhecimento básico. Eu não tenho qualquer qualificação para o serviço cristão.

E não conheço qualquer um que tenha. Somos desqualificados desde a nossa origem.

- Nome do Pai?

- Adão.

- Principal qualificação?

- Errar, não conseguir atingir a meta (pecar – armatia)

Para o Reino de Deus, esse candidato não está qualificado.

REPROVADO.

Seria este o carimbo mais justo para nossa ficha diante de Deus. Mas, por um sentimento que a mim é impossível explicar, Ele sacrifica-se e supre nele mesmo todas as minhas faltas. Tudo o que me falta, ele completa por si mesmo na minha vida.

Somo justificados (Rm 5.1,2).

Somo santificados (I Co 1.2).

Somos purificados (Hb 1.3).

Somos guardados (I Pd 1.5).

Somos introduzidos no Testamento no qual não tínhamos qualquer direito (Rm 8.17).

Amo o Senhor no mais profundo da minha alma, embora meu EU exterior insista em desejar o pecado. Não quero ter que me enclausurar num mosteiro para alcançar uma vida separada. Não quero me separar das pessoas, quero me separar do pecado, e o pecado não está nos outros, está em mim. Ainda que me isolasse em uma ilha deserta, continuaria sujeito ao pecado, pois não posso ser separado do corpo. Não ainda.

Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?

A conclusão de Paulo sobre esta questão é o que nos dá esperança:

Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.

Não sou eu. Não é minha frequência aos trabalhos da igreja. Não é o auto valor do meu Dízimo.

Nenhum destes atos me livra da ira de Deus, pois o Senhor é Juiz incorruptível. Sou perdoado pela graça infinita do Pai, que por meio de Jesus me reconciliou com Ele, de modo que agora posso falar com ele com plena liberdade. Mesmo que ainda neste corpo incapaz de ser santo, dentro deste vaso de barro há um tesouro imenso guardado.

SOMOS TEMPLOS DO ESPÍRITO SANTO DE DEUS.

Oh Senhor! Perdoa nossa soberba. Perdoa estes cacos de barro que se acham muito especiais.

Perdoa-nos Senhor, porque a nossa boca se tornou numa fonte de vã gloriação. Estamos sofrendo com a síndrome de Babel, construindo nossa fama, em busca da maior glória para nós, mesmo que isso se faça à custa de teu Santo Nome.

Nos perdoa quando erramos o alvo, e ao invés de buscar a exaltação do teu nome, tentamos alcançar boa fama para nós mesmos usando o evangelho, enganando pessoas inocentes com nossa aparência de piedade e santidade.

Seja Senhor, o teu nome glorificado e o nosso esquecido, e nunca o contrário, pois importa que teu reino cresça e o nosso diminua. Importa que os homens conheçam o Nome que é sobre todo nome e, perdoados, se cheguem a ti, sem precisar passar pelo fulano da TV ou pelo super pastor.

Nos perdoe Senhor. Nos ajude a vencer o outro EU. Nos ajude a ser santos, pois por nós mesmos, sempre cedemos à nossa vontade caída.

________________________________________________________________
[1] Rm. 7. 14-25.
[2] MURRAY, John. Comentário Bíblico Fiel – Romanos. Editora Fiel, 1ª Edição: São Paulo, 2003. 
[3] I Co. 15. 53,54.
[4] 2 Co. 5.8.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Assembléia de Deus. Quem é você?

 Bispo Manoel Ferreira profana Assembleia de Deus de Brasília

O que está acontecendo com a Assembléia de Deus? Não bastasse termos sérios problemas em manter a homogenidade teológica, agora vamos abrir as portas às heresias, aos blasfemadores? Vamos dar oportunidade a SATANAZ de falar em nossos púlpitos, de fazer suas reuniões e espalhar sua mentira e blasfemia contra o SENHOR ETERNO e ainda vamos aplaudir e pedir oração em favor destes projetos?

Onde estamos? Onde vamos parar?

Muitas outras vezes abrimos nossas portas e ouvidos à toda forma de desvio doutrinário. Muitos abraçaram, na década de 70, a história de que Jesus voltaria naquela década, e até os hinos deste período falam da volta iminete de Jesus. Influenciados pelos videntes e profetas que falavam suas "verdades" e que iam e vinham do céu como quem pega um elevador para a cobetura do Empire State, e voltavam dizendo que viram anjos com cabelos das irmãs que cortavam, que viram no inferno os irmãos que não usavam paletó para pregar e por aí vai.

Cedemos nossos púlpitos aos promotores da felicidade já: Os pregadores da Teologia da Prosperidade. Livros foram escritos e recheados com pensamentos desta corrente; nossos pregadores a todo momento veem chaves de casa, de carros, de apartamentos nas mãos dos irmãos; alguns de nossos "pastores" passaram a ensinar que vida finaceira difícil ou limitada é sinal de maldição, bebendo nas fontes Universais.

E agora! No púlpito da maior denominação pentecostal do mundo, que ensina que o Pai enviou o Filho, e que por este somos salvos e recebemos o selo do Espírito Santo, o Diabo recebe oportunidade para negar tudo isso e nos chamar a um acordo de paz, desde que nos juntemos na luta por um mundo melhor através de Moon - o verdadeiro pai.

Somos loucos? Estamos cegos? 

Eu espero, sinceramente, que a igreja Assembléia de Deus Madureira, com sua sede no Brás, se redima do que fez e negue qualquer apoio a essa demonologia.

É o mínimo que se espera.

Assista este vídeos e dê sua opinião.


Fonte: http://www.youtube.com/user/blogjuliosevero

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Usina de Belo Monte. Quem está com a verdade?



Todos as histórias tem três lados:
- Os Defensores;
- Os acusadores;
- E a verdade.
Esta última é a única que interessa, independente das paixões pessoais.
Ouça, analise e pesquise. Chegue às suas conclusões.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Bom Pastor

 No evangelho de João, capítulo 10 está escrito:

“Eu sou o Bom Pastor; o Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas” . E ainda: “Eu sou o Bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas e das minhas sou conhecido”(1) .

Jesus vinha tendo há alguns dias, debates muito fortes com os mestres da Lei, tanto escribas como Fariseus. Começando no capítulo cinco quando curou o paralítico em Betesda, em um dia de Sábado, passando por seu discurso inflamado onde se declara igual ao Pai e revela a dureza do coração dos judeus e a origem de sua tão grande resistência à sua palavra – o diabo. Tem um novo embate no capítulo oito, quando surpreende a todos com seu pré-conhecimento dos pensamentos daqueles que queriam a condenação da mulher mas não eram perfeitos, e logo depois faz um novo discurso que ofende a ideia farisaica de superioridade espiritual dos descendentes de Abraão. Mas, certamente, o maior contraste nestes textos de João, está em seu relato da cura do cego de nascença.

O capítulo nove começa contando a história de uma ovelha perdida, cega, condenada a viver na escuridão e sustentada por esmolas que conseguia mendigando. Todos os dias pessoas passavam por ele indo ao templo, fazendo compras, saindo para trabalhar. Todos passavam e o viam ali, mas ninguém teve o mesmo olhar de Jesus. Todos viam o mendigo cego. Jesus viu uma ovelha perdida cuja alma gritava por socorro.

Sacerdotes, Fariseus, Saduceus, Helenistas, Herodianos, Zelotes, Levitas... todos viram este homem, mas só Jesus ouviu seu clamor silencioso. Não! Ninguém pecou. Não é um castigo, mas uma oportunidade. Faz o lodo. Unge os olhos do homem. Ele é levado até o tanque de Siloé para lavar-se. Volta a ver. Mas, quem ele realmente quer ver não está mais ali.

Os Mestres judaicos provam mais uma vez que não entendem as palavras da Lei, da qual dizem ser mestres. Provam que o cego vê muito mais que eles. Provam a verdade das palavras de Jesus: “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem sejam cegos”(2).
O cego encontrou-se com o bom pastor.

O POVO Judeu, neste período da história, está vivendo um total desamparo, pois seus líderes político-religiosos estavam vendidos sob o poder de Roma. O sumo sacerdote nem de longe lembrava a gravidade da chamada ao santo ministério. Caifás era genro de Anás, que lhe antecedeu no sacerdócio, mas, nenhum dos dois tinha qualquer ligação com as famílias sacerdotais dos levitas e chegaram ao cargo por indicação política, visto que Roma destituía e nomeava o Sumo sacerdote conforme o capricho de seus imperadores (3).  Não havia uma referência espiritual, pois todos os grupos se organizavam em estrutura de partido e todos queriam uma parte no poder sobre Israel, especialmente sobre Jerusalém.

Fariseus ostentavam a aparência de santidade e impunham pesadas exigências sobre o povo alegando autoridade para interpretar as escrituras. Saduceus lutavam para sobrepor-se aos fariseus e não tinham interesse na queda de Roma, afinal, gostavam do poder (assim como muitos hoje). Os Essênios radicalizaram e separaram-se completamente tanto dos “poderosos da religião” como do próprio povo, vivendo sob regime monástico. Conclusão: o povo estava “cansado e abatido, como ovelhas que não tem pastor” . Eles precisavam de pastores, e não de administradores, ou marketistas, ou animadores, nem de anjos, nem de espetáculos. Só de um Pastor. Um Bom Pastor.
Mas isto não era novidade.

Deus fala a Ezequiel, no capítulo 34, sobre aqueles que presidiam sobre o povo naqueles tempos. O SENHOR os acusa, pois eles eram egoístas (3), maus (4), perversos e negligentes (5). Pastores de si mesmos, engordando com o melhor da ovelhas sem lhe dedicar qualquer cuidado.

Então, no versículo 11 Ele mesmo sai em busca de seu rebanho. O Sumo Pastor vai em busca de suas amadas ovelhas. E no versículo 23 faz uma promessa:

“E levantarei sobre elas um só pastor, e ele as apascentará; o meu servo Davi é quem há de apascentar; ele lhes servirá de pastor”.

Deus vinha assistindo todos aqueles anos de abandono por parte dos que deveriam cuidar do rebanho, mas estavam preocupados apenas em apascentar a si mesmos, e não mais admitiria isto. Levantaria um Pastor. Um Bom Pastor.

É interessante que é citado Davi como sendo este bom pastor que cuidaria dos rebanhos do Senhor. É evidente que esta é uma alusão direta ao descente mais nobre da linhagem davídica: Jesus de Nazaré. Este é o Sumo Pastor como disse Pedro .

Diante de tudo isto Jesus agora, em meio a uma multidão, declara: EU SOU O BOM PASTOR e todos que vieram antes de mim são ladrões e salteadores. O povo estava perdido entre muitos problemas sociais e espirituais. Viviam em uma nação oprimida pelo poder estrangeiro que não respeitava sua cultura, seus sentimentos, suas memórias, sua religião. Liderados por Herodes, que nada mais era que um fantoche romano, que, ainda pior, tinha como único objetivo se manter no poder e no luxo, independente dos sacrifícios que o povo precisasse fazer para isto. Seus profetas eram comprados, seus sacerdotes: empregados. Não havia quem se importasse. Os essênios radicalizaram em um total isolamento. Os escribas e fariseus pioravam ainda mais as coisas, amentando o sentimento de culpa do povo, eximindo, é claro, a si mesmos de qualquer responsabilidade.

Então surge Jesus – O Bom Pastor. Oferece às suas ovelhas água (Jo. 4.10), alimento (Jo. 6.35), descanso (Mt 11.28-30), segurança (Jo. 14.1-3). Davi descreve o trabalho do Bom Pastor no salmo de número 23:

Deitar-me faz em verdes pastos – Provê alimento de boa qualidade;

Guia-me mansamente às águas tranquilas – Provê boa água e carinho;

Refrigera a minha alma – Provê paz;

Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome – Orienta na verdade;

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e teu cajado me consolam – Inspira confiança e segurança;

Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o mau cálice transborda – Provê alegria em abundância;

Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR por longos dias – Provê esperança inabalável.

Certamente o ofício de pastor tem sido desprezado, mutilado e desviado de seu propósito, mas o Sumo Pastor permanece, e todos os demais – verdadeiros ou não, sinceros ou mentirosos – estarão um dia perante Ele para apresentar o rebanho.

Somos ovelhas de um aprisco maior, melhor. Nossa habitação não é aqui.

Temos um que zela por nossas almas e, se alguém aqui que deveria fazê-lo não o faz, não importa; Deus já nos deu um Pastor segundo o Seu coração.

Jesus é o Bom Pastor, que deu a vida por nós, suas ovelhas.
_________________________________________________________________________
[1] Jo 10.11,14
[2] Iden 9.39
[3] Para um estudo mais aprofundado do tema, consultar a Eciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Ed. Hagnos, nos artigos Anás, Caifás e Sacerdócio.

domingo, 20 de novembro de 2011

Cristo, nossa Vitória!

Em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.  (Romanos 8:37)

Você não se sente encorajado ao ler estas palavras de vitória? Provavelmente, não existe texto bíblico melhor para falar disto do que Romanos 8. Vamos ver um pouco do que Paulo fala. Ele primeiro pergunta: “Quem nos separará do amor de Cristo?” e até dá algumas possíveis respostas: “Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (v. 35). Ele chega a declarar que os crentes, por amor a Jesus, enfrentam “a morte todos os dias”, sendo “considerados como ovelhas destinadas ao matadouro” (v. 36). Depois destas fortes declarações sobre sofrimento, Paulo vem com a bombástica declaração: “em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou [Jesus]” (v. 37). Por meio de Jesus, somos mais que vencedores “em todas estas coisas”. Preste atenção! Em todas estas coisas e não “por cima dessas coisas”. Ou seja, Paulo está falando que em Cristo Jesus somos mais que vencedores mesmo passando por tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, ou morte por espada.

“Calma aí? Como assim? Pensei que ser mais que vencedor era ter uma fé tão forte ao ponto de não passar fome, mas ter a abundância do Senhor; não ter angústia, mas viver uma vida confortável. Como assim Paulo? Isso parece mais derrota. Como somos vitoriosos em meio a tanta aparente derrota?”

Paulo declara que isso é “por que… nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (v. 38,39). Nossa vitória está no fato de o sofrimento de todos os dias não serem capazes de nos separar de Cristo, e não por estarmos isentos de aflições. Pelo contrário, Paulo nos diz que por amor a Jesus enfrentamos a morte diariamente.

“Mas… mas… Eu tenho ouvido pregações sobre vitória, cantado músicas que falam de sucesso e lido livros sobre ser um campeão que não vive uma vida sofrida. Me disseram que se eu tivesse fé suficiente eu seria rico e nunca ficaria doente. Eu sei, eu não sou rico e fico doente, mas isso é porque eu não tenho uma fé tão forte como a do profeta.”

Bom, eu acho que você vai concordar comigo que Paulo provavelmente era um homem de fé. Se você ler 2 Coríntios 11 o verá contando sobre sua vida e os sofrimentos que passou. Ele diz que levou varadas e pedradas, passou por três naufrágios, passou fome e sede e muitas vezes sentiu frio e estava nu. Será que Paulo se esqueceu de declarar que ele era mais que vencedor? Será que ele não teve fé para profetizar riquezas? Será que ele não seguiu algum princípio bíblico para uma vida plena? É óbvio que o problema não era em Paulo.

“Tudo bem. Mas Paulo era um apóstolo. Eu não preciso sofrer por Cristo, preciso?”

Lembra que Paulo disse: “Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias”. Será que você ama a Jesus ao ponto de considerar Ele como seu Tesouro mais preciso e abandonar tudo por Ele? Será que você valoriza Cristo como mais precioso que saúde e riquezas? O autor de Hebreus nos faz o seguinte convite: “Saiamos até ele, fora do acampamento [do conforto], suportando a desonra que ele suportou”.

Você está pronto, a por amor a Jesus, enfrentar a morte todos os dias, desprezando as riquezas deste mundo? Ou você vai, por amor ao dinheiro, usar Jesus como seu cheque em branco?

Quero convidá-lo a ser verdadeiramente mais que vencedor em Cristo Jesus, passando por todo tipo de sofrimento por amor a Ele, sabendo que nada jamais irá separá-lo do seu verdadeiro Tesouro: Jesus.

 
Por Vinícius Musselman Pimentel e Yago Martins © Voltemos Ao Evangelho  voltemosaoevangelho.com e Cante as Escrituras canteasescrituras.com
Texto extraído com permissão do blog Voltemos ao Evangelho.

sábado, 19 de novembro de 2011

OUTRO DÍZIMO - continuação 1

Temer.

Estou há dois dias parado neste tema, porque temi escrever sobre ele. Desde criança eu ouço duas versões sobre o temor de Deus: uma diz que devemos temer a Deus porque ele é um juiz severo e conhece aqueles que se dizem bons e não são. Diante dele vale o que está escrito – sem misericórdia. Um exemplo disto é o desfecho da história do Alto da Compadecida, em que Maria aparece como única capaz de se compadecer (daí o nome) do pecador, pois Jesus, o justo juiz, está pronto para atender as acusações do Diabo e condenar a todos.

A outra, ganhou força há alguns anos, depois das tragédias do atentado ao Word Trade Center e à Tsunamy que varreu a costa da indonésia e atingiu outros países no pacífico. Trata-se da Teologia Relacional. Essa “nova” interpretação da relação de Deus com os homens não passa de uma repaginada no velho conhecido Teísmo Aberto. Aquele tem como maior promotor no Brasil o pastor da Igreja Assembleia de Deus Betesda, Ricardo Gondim, enquanto que este último tinha como maior expoente da idéia o Dr. Clark Pinnock (1),   falecido em 14/08/2010.

O Teísmo Aberto, ou a Teologia Relacional tentam adaptar os anseios humanos à revelação de Deus. Deus, neste pensamento, não é onipotente ou onisciente, se surpreende com o futuro, pois este ainda não está determinado, visto que está em construção numa parceria entre Deus e os homens. Mas, no fim, os homens se tornam mais poderosos que Deus, pois Ele se aniquilou para se relacionar com estes e depende de suas decisões para agir. Em uma declaração do Pr. Ricardo Gondim como resposta às causas do Tsunami, ele diz:

Não, Ele não pôde evitar a catástrofe asiática. Assim, sinto que a morte de milhares de pessoas, machucou infinitamente mais o coração de Deus do que o meu – o sofrimento é proporcional ao amor. O pouco que conheço sobre Deus e sobre seu caráter me indica que há muitas lágrimas no céu.
Mas Deus podia e pode se fazer presente no meio da tragédia. Ele podia ter evitado muitas mortes, se déssemos ouvidos aos seus princípios e verdades e a humanidade usasse o dinheiro gasto em armas e bombas para viver num mundo mais justo. Bastava que um sistema de alarme, construído pelos homens, tivesse soado e muitas vidas teriam sido poupadas. Agora, o rosto de Deus se evidenciará nos pés e nas mãos de cada voluntário que acudir aos que choram. (2)

 Isso é loucura! Desvario. Deus, impotente ante as tragédias humanas.

Temer o Senhor depende, antes de tudo, de um prévio conhecimento do Todo Poderoso. Os homens tem se tornado cada vez mais arrogantes e presunçosos, senhores de si mesmos e, chocam-se com a ideia de se submeter a outro mais forte e poderoso. A luta aqui na terra é para ser o mais poderoso, e não para servir ao mais poderoso.

Mas, diante da tragédia, da impotência ante a morte, da falibilidade dos planos futuros, da incerteza quanto ao amanhã, se veem obrigados a considerar a ideia Deus. Então, formulam todo tipo de pensamento e modelam um ser compatível com suas mentes cauterizadas e infinitamente inferiores à mente divina.


“Pois os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Assim como os céus são mais altos que a terra, assim são os meus caminhos mais altos que os vossos caminhos, e meus pensamentos mais altos que os vossos pensamentos”. Is 55.8,9.

Creio que este seja o maior motivo de tudo o que estamos assistindo. Com suas atitudes, pessoas no mundo inteiro pensam que destronaram Deus e estão livres para pensar e agir conforme seus instintos, gerenciando o mundo como bem entendem que deve ser, sem contas a prestar. Afinal, a felicidade é a gente que faz! Ledo engano.

Não! Deus não saiu do trono. Não criou um carro inteligente, deu a partida e soltou ladeira abaixo. Ele está no controle, e esta é a base para o temor.

Jesus é categórico quando diz aos discípulos:

E digo-vos, amigos meus: não temais os que matam o corpo e depois não tem mais o que fazer. Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer: temei àquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a esse temei. Lc 12.4,5.

Sim, o Soberano Absoluto tem poder sobre nossas vidas, e também sobre nossa morte e nosso futuro pós-morte. Ele é longânimo, mas já determinou o tempo dos ajustes. 

Mas, falar de temor a Deus, em uma sociedade cada vez mais libertina e desregrada é, no mínimo, um desafio. Alunos não reconhecem a autoridade dos professores, cidadãos não reconhecem as autoridades, políticos não reconhecem a autoridade do povo, filhos não reconhecem a autoridade dos pais. E tudo isso porque queremos ser livres. Nesse andamento das coisas, logo logo estaremos livres da vida.

Como disse Dostoiévski: Se Deus não existe e a alma é mortal, tudo é permitido. (O diálogo com o demônio em Irmãos Karamazov, 1879).

Provérbios 14.27:
“O temor do Senhor é uma fonte de vida para preservar dos laços da morte”.

Os princípios bíblicos não tem e nunca tiveram intuito cerceador de liberdade, antes são norteadores para a preservação de uma vida saudável e feliz. Mas tudo começa no temor ao Senhor. Entender que há um SENHOR SOBERANO no céu que rege todas as forças naturais e sobrenaturais, gera no coração dos fiéis segurança, mas, nas mentes cauterizadas e vendidas à ilusão vaidosa do poder temporal, é um empecilho à auto afirmação.

Temer o Senhor é TER MEDO SIM, mas não do Senhor e sim de se desviar de sua graça, de estar do lado errado no juízo, de ser alvo de sua justiça. Esse Deus caricaturado e despido de autoridade e de seus atributos imutáveis, não passa de uma tentativa infantil de ignorá-lo, esperando que isso se torne realidade no fim. E depois dizem que nós é que somos alienados.

Temer a Deus gera vida, pois Ele é o doador da vida e a concede em abundância aos que lhe buscam com humildade.

Temer a Deus guarda da morte, pois Ele é uma fortaleza no dia da angústia para os que o conhecem e seus mandamentos preservam a alma do temente.

Temer ao Senhor é reconhecer, confessar e vivenciar a cada dia sua soberania. O Senhor é soberano e por isso não se explica, não se arrepende, não barganha. Sua palavra é autoridade e não se pode questioná-lo.

Essa é a diferença entre os que temem e os soberbos. Àqueles, o Senhor ama, mas, a estes ele resiste.

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1 - Clark H. Pinnock (3 de fevereiro de 1937 em Toronto, Ontário, Canadá) era um teólogo cristão, apologista e autor. Foi professor emérito de Teologia Sistemática no McMaster Divinity College.
 2 - Citado em http://www.monergismo.com/textos/sofrimento/tsunami_gondim_eros.htm
* Todas as citações bíblicas foram extraídas da Bíblia Almeida Revista e Corrigida (1995).

OUTRO DÍZIMO

“E agora, ó Israel, que é que o Senhor pede de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos e o ames, e sirvas ao Senhor  teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, para guardares os mandamentos do Senhor, e os seus estatutos, que hoje te ordeno, para o teu bem? Dt 10.12-13

Amanheceu o dia. A mulher corre para organizar o café da manhã e o homem vai até o quarto acordar o filho que vai à escola. Todos tem pouco tempo antes de sair e tomar seus rumos: o homem para seu trabalho, a mulher também, mas, antes precisam passar na escola para deixar o menino. Meio dia a corrida se inverte. Rápido porque o tempo de almoço é curto e ainda é preciso levar a criança para a casa da avó onde passará a tarde até a hora em que o casal sair de seus trabalhos, passarem para pegar a criança, voltar para casa, preparar o jantar e servi-lo, por o menino para dormir, dormir e dormir. No outro dia, tudo começará outra vez.

A rotina desgasta, frustra, cansa, anestesia. Estamos tão presos a ela que em alguns momentos nos esquecemos que somos humanos, habitando em um corpo humano, sujeito à limitações. Agimos como se o tempo fosse um inimigo tenebroso, lutamos contra ele. O tempo não é inimigo, ele assim se transveste para aqueles que não o tem ao seu lado, que não o utilizam com sabedoria.
Estamos cheios de obrigações a cumprir, e pomos tudo em um mesmo balaio.

Pagar as contas, fazer as compras, levar o filho ao médico, fechar um negócio, ligar para um cliente, cumprir uma carga horária, ir à igreja e, se der tempo, no fim do dia, falar umas duas palavrinhas com Deus na antessala do sono.

Nossas prioridades estão nos matando. Literalmente.

Estamos cada vez mais estressados. Temos problemas no coração, a pressão se altera facilmente, o colesterol só vive nas alturas, a diabetes é uma sombra incômoda, o stress nos acompanha a todo lugar que vamos, (mesmo quando nosso destino é a igreja). Gastrite, úlcera, herpes, depressão, síndrome do pânico; nossa sociedade se tornou um parque para as moléstias da vida contemporânea.
Por quê? Porque estamos invertendo as coisas. Vivemos para o trabalho quando deveríamos trabalhar para manter a vida. Estabelecemos padrões altíssimos como meta e sacrificamos tudo mais para alcançá-lo, mesmo que isso aconteça à custa da saúde ou da própria vida. Estamos buscando materializar as fantasias vendidas nas novelas, nos filmes e nos programas de TV e rádio e na ânsia por realizar os sonhos adquiridos (aqueles que na verdade não são seus, você os adotou depois de ser convencido pelo mercado), muitos põem em jogo sua honra e dignidade, corrompendo-se e aniquilando a única coisa que tinham de real valor: a honra do próprio nome. Como ensinou o Apóstolo Paulo a Timóteo:

“Mas, os que querem ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e perdição”.

Uma vida feliz não precisa ser, necessariamente, aquela que sonhamos. Mas, é possível ser feliz, transformando nossa realidade a cada dia, só dependendo das prioridades que estabelecemos.  O que está no centro de minha vida? O que é mais importante: Onde quero chegar ou como quero chegar? Com que lentes lemos o mundo ao redor?

O texto de Deuteronômio é revelador no que diz respeito àquilo que deveria ser nossa prioridade. Deus chama seu povo para um concerto e lhes lembra agora as coisas simples que exigiu.

Temer, obedecer, amar e servir.
continua...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pessoas em promoção


PRODUTO DE ALTA QUALIDADE


GRANDE ESTOQUE

BOA VARIEDADE
BAIXO CUSTO DE MANUTENÇÃO
 

ÓTIMO RETORNO



EXCELENTE VALOR DE REVENDA




Se alguma destas imagens te incomodou, o que aconteceria se alguém de sua família estivesse em uma delas como vítima?

SOMOS DEMASIADAMENTE APÁTICOS COM O SOFRIMENTO ALHEIO ATÉ QUE ELE DEIXA DE SER ALHEIO.